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Uma nova cultura para as bicicletas

Publicado em: 02/10/2008

Por seu baixo custo de compra e manutenção, por sua prática saudável e até por sua contribuição para com o meio ambiente, a bicicleta tem sido um meio de transporte bastante utilizado atualmente.

O veículo que antes era um simples sinônimo de lazer, hoje aparece como locomoção alternativa diária para o trabalho. Cerca de 300 mil paulistanos usam bicicletas para ir de casa para o trabalho ou para a escola diariamente, segundo pesquisa da Prefeitura de São Paulo.

Adeptos da nova alternativa justificam que o trânsito caótico é também um dos fatores decisivos que faz os usuários optarem pela bicicleta, pois ela garante uma maior flexibilidade, permitindo até mesmo que se chegue ao seu destino sem a dependência dos horários do transporte público.

E foi só a situação tomar forma que especialistas começaram a investir na modalidade. A Prefeitura de São Paulo e a Companhia do Transporte Metropolitano, por exemplo, estão em negociação para oferecer aluguel de bicicletas aos usuários utilizando bilhetes do Metrô. A informação foi dada ao site Abril.com pelo secretário do Verde e Meio Ambiente da cidade, Eduardo Jorge. Segundo ele, a empresa e a Prefeitura estão negociando a criação de um plano de construção de bicicletários em estações, onde o usuário terá vagas para estacionar sua bicicleta e também poderá alugar outras de uso público com um bilhete do metrô. A proposta visa incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte em pequenos trajetos.

E não para por aí, a ascensão das bicicletas proporcionaram também uma nova visão de mercado. O serviço de entregas com bicicletas, os chamados de bikes couriers. Empresários que investem no ramo afirmam que, o que se perde em rapidez para os motoboys, seus concorrentes diretos, os serviços dos bikes couriers oferecem em vantagem no preço. Em média custam 30% mais barato.

Além de desafogar o trânsito, a bicicleta possibilita uma medida ecologicamente correta, diminuindo a poluição e a emissão de gases prejudiciais ao meio ambiente que provocam o efeito estufa, e evitando problemas de saúde à população. Incentivando uma vida mais moderna, prática e saudável.

Pena que ninguém se lembrou de exigir para os condutores desse veículo, então o que dizer então sobre a segurança estando em uma bicicleta num trânsito tão intenso como o de São Paulo?

Os ciclistas, assim como os motociclistas, são agentes super expostos no trânsito, afinal, os automóveis possuem pelo menos a lataria e o cinto de segurança para proteger o condutor, agora... e o ciclista? Muitas vezes ele não tem nem mesmo o capacete para se proteger. É por isso que precisamos sim incentivar o uso dessa modalidade não motorizada, mas sem esquecermos que, como qualquer outro, a bicicleta é um veículo. É necessária a utilização de equipamentos de segurança bem como são necessários devidos cuidados de . De nada adianta aumentarem os adeptos à bicicleta se com isso o índice de acidentes também aumentarem.

Vale aqui algumas dicas:

1 - Utilize os equipamentos de segurança – Buzina, refletivos, espelho retrovisor, capacete, etc.;

2 - Não pedale entre os carros – O Código de Trânsito Brasileiro determina que as bicicletas trafeguem sempre pela direita.

3 - Se não é possível trafegar pelo lado direito da via, faça a opção pela calçada – Na calçada o ciclista deve andar como um pedestre, ou seja, empurrando a bicicleta.

4 - Sempre faça a travessia das vias pela faixa de pedestres, de novo, como um pedestre. Dessa forma você evita surpreender os condutores ou ficar escondido nos pontos cegos dos veículos.

Você é responsável por sua segurança!

Durante os treinamentos de para ciclistas, alguns participantes chegam a questionar os riscos que se pode correr em uma bicicleta no trânsito. Mas ao vermos os dados estatísticos, lamentamos, o risco independe do tipo de veículo que conduzimos. Pode ser um carro, uma moto ou até mesmo uma bicicleta. No fim, depende mesmo é do ser humano. Mas uma vez notamos que a postura de , no trânsito é simplesmente uma questão de atitude. Só depende da minha e da sua atitude. Parece que às vezes, as pessoas não se lembram disso...


Por: Cintia Amianti

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